RinoGas

quinta-feira, janeiro 12, 2006
das finalidades e destinos

O todo-poderoso nos fornece como brinde compulsório junto com a dádiva da vida, nossa obrigação primeira, amar. Assim surgem as mais diversas formas de amor, desde as mais castas até as mais bizonhas. Tem gente que gosta de homens, tem gente de mulher, animais, travestis e tem até gente que gosta de si mesmo. A forma mais difundida no entanto - contrariando a natureza humana, atribuindo ao homem o castigo do obrigar-se a ser o que não é, maldita monogamia auto-imposta – incorrendo no hábito de se formar os pares, duplas, casais, ou qualquer outra designação que o valha. O nome não se sabe muito bem ao certo, sabe-se apenas que é instrinsicamente inerente e impossível aos casais, de se fugir da fatalidade única de se ter apenas um dos três destinos possíveis e prováveis, escolhido a dedo por deus, para o fim dos casais todos do mundo; que serão ou consumidos instantaneamente no que se convencionou chamar de “ato de amor”, ou lentamente no que é chamado “casamento”, mas que ainda assim têm a possibilidade de acabar em algo perdido entre um extremo e outro dessas duas primeiras opções.