RinoGas

terça-feira, junho 21, 2005
sobre curiosidades e meu existencialismo

Pra dizer a bem da verdade (não que eu seja o maior fã dela, já fui um fãzinho enrustido, mas me curei irmão, aleluia), às vezes eu até sinto uma certa curiosidade de saber de onde vem toda essa minha necessidade intrínseca e fundamental de mandar todo mundo - mais cedo ou mais tarde; ou ainda cedo, na hora e mais tarde - pra pqp. Breves momentos existencialistas que se eu ficar bem quietinho passam rapidamente e sobra então só mesmo a minha vontade de mandar todo mundo tomar no cu.

Assim, não que eu queira realmente que alguém vá de fato tomar no cu, no sentido literalzão da expressão (é só porque teoricamente no sentido figurado nem mesmo os viados gostam, mas só teoricamente...), e é apenas uma forma metafórica e catártica de dizer fique longe de mim e de preferência suma e desapareça da minha vida e não volte e não ligue e não mande email e não deixe scraps nem no meu, nem no profile dos meus amigos e sim, seria muito melhor se você simplesmente deixasse de existir para todo o sempre; o que quase quase nunca acontece, fazendo com que eu sinta mais vontade de mandar mais pessoas irem pra pqp num eterno cíclo vicioso, cada vez maior, mais intenso e obscuro.

E depois eu lembro que pessoas também são gente - segundo a Olivia até míopes são gente, pra você ver! - e me bate uma pontinha bem pitoca de remorso, mas graçasaobomdeus eu sou orgulhoso demais e não volto atrás e se bobear mando de novo pra definitivamente não correr o menor risco de. Tudo isso, porque desde muito cedo eu aprendi a não destruir meus brinquedinhos quando eu estava um tanto nervoso e auto-didaticamente descobri que destruir pessoas com seus sentimentos contraditórios e bestinhas é pessoalmente muito menos arriscado que destruir um carrinho num momento de fúria, pois destruindo brinquedos eu sempre corria o risco de apanhar da mãma por deixar provas materiais dos meus crimes e com pesoas eu sempre podia argumentar Ah, é frescura, ele tá exagerando mãe. E assim sendo, com um post recorde em frases iniciadas e emendadas com "E" eu vou caminhando, passo à passo, rumo ao meu isolamento social, de onde nunca nunca deveria ter saído.