RinoGas

sexta-feira, dezembro 10, 2004
sobre parques e felicidade

No meio de um parque qualquer, numa cidade qualquer, de um país qualquer (exceto a Botsuana) existem laguinhos.

Tá, nem todos os parques têm laguinho, mas em todo laguinho de uma cidade existe pelo menos um parque em algum canto e é isso que importa. Ou não, diriam os chatos - o que não faz a menor diferença, visto que são chatos - mas mesmo assim respondo: esse parque qualquer que estou dizendo tem um lago sim (menos se for na Botsuana, como já disse anteriormente). Aliás, se não tiver laguinho, não chame de parque, chame de praça, bosque espaçoso ou local ecológico de entretenimento, mas parque não.

Pois bem, tá lá o parque, com o laguinho e sua ponte, uma fonte, cachorrinhos e a grama. Porque todo parque decente tem que ter grama, laguinho, fonte e uma pontezinha de madeira. Repare Curitiba por exemplo. Em Curitiba todos os parques são exatamente iguais, só que em locais e constituídos dessas mesmas partes em proporções diferentes. Mas é sempre essencialmente o mesmo modelão de parque. Um laguinho, uma pontezinha de madeira, grama, árvores e pessoas pretensiosamente felizes. Às vezes um tem mais grama, outro tem mais água, outro tem mais árvores e outro tem mais pessoas pretensamente felizes, despudoradamente felizes até. E reparem, olhem bem meus caros, é justamente esse último que se deve evitar.