RinoGas

quinta-feira, dezembro 30, 2004
sobre o ano novo e as novas velhas esperanças

Essa semana, entre Natal e Ano Novo, parece que o tempo foi congelado. As coisas não acontecem, o mundo não gira, a vida não prossegue. Como se tudo tivesse sido colocado num limbo e esquecido por exatos sete dias.

Não sei bem se foi o excesso de comida da ceia de Natal, ou o desespero seguido de apatia pelo estouro dos limites dos cartões de crédito. Mas nesses dias, tudo me parece sem graça, insosso. Nem o mais maravilhoso
petit-gâteau, nem o toddynho fiel de todas as noites têm mais o doce sabor da vida.

Mas vamos lá, nos preparemos para mais uma formalidade, para mais um dia de cor diferente no calendário. Mais uma daquelas datas pré-definidas quando devemos ser obrigatoriamente e despudoradamente felizes. Coloquem o champanha na geladeira, comprem frutas da estação e enquanto cantarolam de boca fechada "Adeus Ano Velho", deixem a camisa discretamente florida já separadinha em cima da cômoda. Ano novo está aí, repleto de expectativas e transbordante de novas mesmas esperanças de ano após ano. Mas como se bem sabe, a vida de verdade fica mesmo para só depois do carnaval.