RinoGas

sexta-feira, novembro 26, 2004

Ele sempre soube que a vida lhe reservava um futuro brilhante, desde pitoquinho. Tinha a certeza que, mais cedo ou mais tarde, surgiria a idéia genial para a obra de arte mais perfeita jamais realizada pelo homem. Bastava ter paciência. E ele aprendeu a ter paciência, muita paciência. Um ano, dois, cinco, dez, vinte, quarenta anos se passaram. Tinha agora cinqüenta e oito anos e ainda a certeza que o brilho chegaria. Ela tinha que chegar.
Morreu.
Morto no dia do próprio aniversário com um sorriso brilhante nos lábios e a certeza nos olhos opacos que o brilho haveria de chegar.