RinoGas

terça-feira, novembro 30, 2004
sobre o pitoco e os números

Um mais um são dois; dois mais dois quatro; quatro e quatro, oito. Ele sempre foi bom de matemática, desde pitoco. Aos dezeseis já sabia fazer contas graúdas, cheias de números, letras, parênteses e colchetes. Agora com vinte e cinco fazia e acontecia no mundo da matemática. Dizia que vivia para os números. Pensava em números, sonhava com números, comia e respirava números. Para tudo existia uma explicação matemática. Pros iguais, pros diferentes, para os ímpares e pares. A vida era uma equação linear exponencial, costumava dizer cheio de orgulho de si mesmo.
Estava a todo momento contando os dias que faltavam para descobrir o número que abriria o cadeado da vida.