RinoGas

domingo, abril 08, 2007
a páscoa dos pêlos

"... gota a gota que de mim me cai, preenchendo o corpo do copo até o limite da borda que então transborda e se demarra todo, iniciando o processo de se tornar vazio de tudo e cheio do nada. Exatamente como todos os processos naturais, seguindo o rumo dos fatos, com ausência de lógica e repleto de arbitrariedade. Receita de bolo, passo à passo. Como se a natureza corporal seguisse regras ditadas por um deus ana maria braga. Sendo que o natural me parece extremamente antinatural. Exceto o Alzheimer, porque afinal esquecer é preciso. Mas a regra é claramente ilógica, e pode-se citar toda uma gama de acontecimentos pelos quais todos todos iremos viver, se vivermos o suficiente. Como adoecer e envelhecer, passando pelos pêlos que me caem com a idade, pelos pêlos que me crescem com o passar da idade. Como se peregrinassem dos lugares certos para os errados. Quem quer ao fim da vida (porque esse será um sinal claro do início do fim) ter o escalpo sem pêlos e passar a tê-los nas costas? E em meio ao drama evolutivo, basta um rivotril para dormir o sono dos justos merecedores da paz espiritual farmacológica, agradecendo não só a farmacologia mas também a invenção da lâmina de barbear e do implante capilar. Porque afinal, se nem tudo é como deveria ser, pelo menos a natureza dos pêlos pode ser trapaceada."

segunda-feira, outubro 30, 2006
na coletiva

Sr. Presidente, rivotril e lexotan nos próximos 4 anos vão ser dedutíveis no imposto de renda?

sexta-feira, julho 21, 2006
locked feet

domingo, julho 02, 2006
Deus é pai.

A morte me olha nos olhos dia após dia, todos os dias.
Quatro em 24 horas: suicídio, câncer, ferida por arma de fogo, TEP maciço.
Todos os dias, direto e no fundo da minha retina, refletindo na alma
a morte me olha nos olhos dia após dia, todos os dias.

A única vantagem do plantão foi não ter podido assistir o jogo do brasil, uma a menos.
Deus é pai.

sexta-feira, abril 28, 2006
sammy davis jr jr

sábado, abril 15, 2006
genial




não sei de onde é, yurizinho que mandou (aliás, gracias) , mas que vale o post, isso vale.

domingo, março 26, 2006
como se fosse

Como se o mundo fosse realmente feito apenas de lágrimas e sorrisos e como se o ser humano não fosse capaz do mínimo e do máximo, do melhor ao pior nos extremos de seu paradoxo constante, com suas incongruências de ser e estar, de viver e existir. Como se ecapasse de si e só voltasse a cada dor e prazer, e apenas nesses momentos. Como se espetasse o dedo com agulhas dos sentidos para se sentir vivo. Com todas as mentiras e principalmente as verdades (que doem com muito maior intensidade que qualquer mentira) nos espetando a alma e nos fazendo sentir vivos e ainda mortos ao mesmo tempo.